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FRANKFURT, 6 Fev (Reuters) - A política monetária do Banco Central Europeu é adequada para a atual perspectiva de inflação, mas permanecem os riscos de que o aumento dos preços enfraqueça excessivamente e o BCE deve estar pronto para agir se isso se concretizar, afirmaram membros do BCE nesta sexta-feira.
O banco central da zona do euro manteve as taxas de juros na quinta-feira, afirmando que a perspectiva permanece praticamente inalterada e que as autoridades ainda veem a inflação retornar à sua meta de 2% no médio prazo, após uma queda bem anunciada este ano.
“Estamos dentro da meta”, afirmou o presidente do banco central espanhol, José Luis Escrivá, à estação de rádio Cadena Ser.
MELHOR CAMINHO
“Vemos que as expectativas de inflação estão ancoradas... (e) tudo indica que o melhor curso de ação neste momento é manter as taxas de juros”, disse Escrivá.
Uma nova pesquisa do BCE publicada nesta sexta-feira indicou que a inflação voltará a subir para 2,0% no próximo ano, após ficar abaixo da meta em 2026, em parte porque o crescimento econômico acelerará deve se manter em torno do potencial do bloco.
É também por isso que os mercados financeiros veem apenas uma chance em cinco de que o BCE volte a reduzir as taxas de juros, com a maioria apostando que a taxa de depósito de referência permanecerá nos atuais 2% durante todo o ano.
RISCO DE INFLAÇÃO MUITO BAIXA
Mas várias autoridades alertaram nesta sexta-feira que o cenário da inflação, o principal foco do BCE, pode se tornar mais nebuloso.
“Existe um risco real de inflação abaixo do esperado”, afirmou o presidente do banco central finlandês, Olli Rehn, em uma publicação de blog. “Um sinal modesto disso já foi visto nos dados de janeiro.”
Ele argumentou que a desaceleração do crescimento dos salários, o aumento das importações baratas da China e o euro forte em relação ao dólar estão pressionando os preços para baixo.
Enquanto isso, o presidente do banco central francês, François Villeroy de Galhau, argumentou que há riscos significativos de baixa para a inflação.
“Não temos uma meta para a taxa de câmbio”, disse Villeroy à rádio BFM Business. “Se o euro se valorizar significativamente mais, isso significará menos inflação.”
“Estamos acompanhando de perto a evolução da taxa de câmbio. Acho que isso talvez seja um sinal importante”, disse ele.
A inflação na zona do euro caiu para 1,7% em janeiro e pode recuar ainda mais nos próximos meses, trazendo de volta memórias da década pré-Covid, durante a qual o banco lutou e não conseguiu elevar a inflação de volta a 2%.
O euro valorizou-se em relação ao dólar no início de 2025 e tem-se mantido num nível relativamente alto desde então.
Embora essa força esteja agora incorporada nas projeções do próprio BCE, não ficou totalmente claro em que medida ela se refletiria nos preços.
Um euro forte reduz o preço dos produtos importados, especialmente os energéticos, cujos preços são predominantemente fixados em dólares.
A presidenta do BCE, Christine Lagarde, disse na quinta-feira que o BCE está acompanhando “de perto” a evolução das taxas de câmbio.
O presidente do banco central da Letônia, Martins Kazaks, também apontou a taxa de câmbio como um potencial fator de risco.
“Um fortalecimento considerável e rápido do euro reduziria as perspectivas de inflação por meio do enfraquecimento da competitividade e da atividade econômica, podendo, assim, desencadear uma resposta de política monetária”, afirmou ele em um artigo.
Mas acrescentou que a política monetária continua em boa posição e afirmou que são necessárias medidas em outras áreas para impulsionar o potencial de crescimento da zona do euro.
(Reportagem de Balazs Koranyi, Francesco Canepa, Leigh Thomas, Anna Ringstrom e Jesus Aguado)