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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 5 Fev (Reuters) - As taxas dos DIs com prazos mais curtos fecharam a quinta-feira com leves baixas ante os ajustes da véspera no Brasil, em movimento influenciado pela queda firme dos rendimentos dos Treasuries após o aumento inesperado dos pedidos de auxílio-desemprego na última semana nos Estados Unidos.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,675%, com baixa de 3 pontos-base ante o ajuste de 12,702% da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 se recuperou um pouco antes do fim da sessão regular, marcando 13,45%, ante 13,438%.
Após chegarem a ensaiar alguns ganhos pela manhã, as taxas dos DIs perderam força e passaram a sustentar perdas -- ainda que discretas -- ante os ajustes da véspera, em meio às baixas firmes dos rendimentos dos Treasuries.
O movimento foi motivado por números do Departamento do Trabalho dos EUA, informando que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 22.000, para 231.000 em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 31 de janeiro. Economistas consultados pela Reuters previam 212.000 pedidos para a última semana.
“Os dados de novos pedidos de auxílio-desemprego, que vieram bem acima do esperado, ajudaram na expectativa em relação à política monetária norte-americana”, pontuou Luciano Rostagno, estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos. “Os (rendimentos dos) Treasuries estão recuando, e isso está afetando o movimento dos DIs aqui”, acrescentou.
Além dos números do mercado de trabalho, a curva norte-americana era influenciada pela busca por segurança, com investidores deixando a bolsa em meio à derrocada dos preços de ações ligadas à inteligência artificial.
Ainda assim, a queda das taxas dos DIs foi discreta no Brasil.
“Poderia ter caído mais se (a curva) não tivesse tido um movimento forte já na última semana, quando o Banco Central sinalizou que deve começar a cortar a Selic na próxima reunião. Isso acaba limitando um pouco o movimento hoje”, disse Rostagno. No mercado, a expectativa majoritária é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC inicie de fato o ciclo de cortes da Selic, hoje em 15%, em seu próximo encontro de política monetária, em março.
Na B3, as opções de Copom precificavam na última terça-feira -- dado mais recente e já após a divulgação da ata do último encontro do Copom -- 63,50% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 24,00% de chance de redução de 25 pontos e 6,00% de possibilidade de baixa de 75 pontos-base.
No início da tarde, sem efeitos maiores sobre a curva, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em entrevista ao portal UOL que a taxa de juros está elevada no Brasil, mas acrescentou que a economia não parou de crescer.
Lula também afirmou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, têm um "papel a cumprir em São Paulo nas eleições", mas não esclareceu qual será o arranjo para a disputa eleitoral no Estado este ano.
No exterior, às 16h36 o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- caía 7 pontos-base, a 4,208%.