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Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA, 27 Fev (Reuters) - Na tentativa de acertar um palanque em São Paulo para as próximas eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin para uma reunião na próxima terça-feira para discutir o cenário político no Estado.
Lula quer que Haddad seja candidato ao governo de São Paulo, mas o ministro já se posicionou diversas vezes contra a candidatura. Na quinta-feira, surgiram notícias de que Haddad teria cedido, mas fontes próximas ao ministro garantem que ele não concordou e nem teve conversas definitivas com Lula sobre o assunto.
As fontes não descartam que Haddad acabe cedendo, mas garantem que até o momento só existe especulação, já que a relação entre Lula e Haddad é direta. "A bola está só com os dois", disse uma das fontes.
Lula e Haddad tiveram um jantar na quinta-feira, no Palácio da Alvorada, acompanhados das esposas, a primeira-dama Janja e a mulher do ministro, Ana Estela. A única decisão tomada, disseram as fontes, foi pela reunião na semana que vem.
Pesquisas recentes que mostram o crescimento do pré-candidato de oposição à Presidência Flávio Bolsonaro aumentam a pressão sobre Haddad, disseram à Reuters duas fontes que acompanham as negociações. Cada vez mais, um palanque forte em São Paulo se torna essencial para Lula, já que Flávio terá no Estado o apoio do governador Tarcísio de Freitas, forte candidato à reeleição.
Apesar do desejo do presidente, no entanto, Haddad resiste a ser candidato depois de três derrotas em eleições majoritárias: para a reeleição na prefeitura de São Paulo, em 2016, à Presidência, no lugar de Lula, que estava preso em 2018, e ao governo paulista, em 2022. Ele gostaria de ficar na coordenação da campanha de reeleição do presidente.
Em relação a Alckmin, de acordo com outras fontes, o vice-presidente também não tem interesse em ser candidato, apesar de já ter sido governador do Estado por quatro mandatos. Ele também diz não ter vocação para o Senado, que seria outra alternativa. No caso do vice-presidente, disse uma das fontes, Lula está menos inclinado a pressioná-lo porque gosta de tê-lo na chapa como vice.
Lula também cogita ter em São Paulo para as eleições as ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e do Planejamento, Simone Tebet, mas nenhuma delas seria uma candidatura forte ao governo do Estado. O palanque ideal, na avaliação do PT, seria Haddad ao governo com ambas candidatas ao Senado.