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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou nesta sexta-feira (30) Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve, para ser o próximo presidente do banco central americano.
"Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos GRANDES presidentes do Fed, talvez o melhor", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
"Além de tudo, ele tem o perfil ideal para o cargo e nunca decepcionará", acrescentou.
Warsh deve substituir o atual presidente do Fed, Jerome Powell, cujo mandato termina em maio.
Trump fez o anúncio no início da manhã, antes da abertura de Wall Street, que aguardava ansiosamente sua decisão.
Desde que retornou à presidência há um ano, Trump tem entrado em conflito direto com Powell por exigir a redução das taxas de juros. Em sua última reunião esta semana, o Fed optou por manter as taxas de juros de referência inalteradas, na faixa de 3,50% a 3,75%.
Taxas de juros mais baixas tornam o crédito mais barato, o que incentiva o consumo e o investimento, impulsionando assim a atividade econômica.
- Desafios do próximo presidente -
Warsh, natural de Nova York, intensificou recentemente suas críticas ao Federal Reserve, apoiando muitas das posições de Trump e de sua administração.
Ele trabalhou anteriormente como banqueiro de fusões e aquisições no Morgan Stanley.
Durante o primeiro mandato de Trump, Warsh foi considerado para a presidência do Fed — em substituição de Janet Yellen — mas a administração acabou optando por Powell.
Enquanto Trump continua defendendo a redução das taxas de juros para estimular a economia, todos os olhares estarão voltados para como Warsh defenderá a independência do banco em relação à política.
Trump tentou destituir a governadora do Federal Reserve Lisa Cook por supostas irregularidades hipotecárias, o que desencadeou uma batalha judicial que provavelmente será crucial para determinar quanta arbitrariedade tem o presidente na remoção de altos funcionários do banco central, uma instituição independente do governo.
A administração Trump também iniciou uma investigação sobre Powell a respeito das reformas na sede do Federal Reserve, uma investigação que o atual presidente do Fed denunciou como uma ameaça à independência do banco.
De fato, os meses de ataques pessoais de Trump aos governadores do banco central alimentaram temores generalizados entre os investidores de que a independência da política monetária do Fed esteja ameaçada, o que poderia representar um risco para a inflação na maior economia do mundo.
O Fed tem dois mandatos: manter a inflação sob controle e buscar o pleno emprego; sua principal ferramenta são os níveis das taxas de juros.
Warsh superou outros três candidatos considerados prováveis interessados no cargo: o governador do Fed, Christopher Waller; Rick Rieder, da gigante de investimentos BlackRock; e o principal assessor econômico de Trump, Kevin Hassett.
Warsh foi governador do Fed de 2006 a 2011. Ele também atuou no governo do ex-presidente George W. Bush, onde foi assessor de política econômica da Casa Branca de 2002 a 2006, antes de ser indicado para o Conselho de Governadores do Fed.
- O obstáculo do Congresso -
A indicação para chefiar o banco central precisa ser confirmada pelo Senado, onde o Partido Republico de Trump detém maioria.
No entanto, o destino do Fed é uma das poucas questões em que alguns parlamentares republicanos discordam publicamente de Donald Trump.
O republicano Thom Tillis, membro da comissão do Senado que interrogará o candidato, já declarou que não aprovará nenhuma nomeação até que o processo judicial contra Powell seja arquivado.
A oposição democrata, por sua vez, acusa Trump de querer colocar "fantoches" no Fed para assumir o controle de fato da instituição.
bur-lga/pbt/mr/nn/aa/fp