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BRASÍLIA, 13 Fev (Reuters) - O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, rebateu críticas feitas esta semana pelo economista-chefe do BTG, Mansueto Almeida, à gestão fiscal do governo Lula, argumentando em vídeo postado em suas redes sociais, nesta sexta-feira, que "em economia não há espaço para negacionismo" e que os dados mostram melhora das contas públicas.
Sem citar o nome de Mansueto -- que comandou o Tesouro nos governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro --, Ceron disse que um ex-secretário do Tesouro teria tentado, em um evento recente, trazer um diagnóstico de que a economia brasileira não está em um bom momento, mas que os dados não corroboram essa avaliação.
Ceron citou números mostrando que indicadores como despesa total, dívida bruta e resultado primário foram de uma forma geral melhores no período 2023-2025 do que no período 2016-2020. Segundo ele, logo após 2020 os dados da dívida teriam melhorado apenas como resultado de um "choque inflacionário", e não como consequência de uma melhora nos números fiscais.
"Naquele período, o gasto foi maior em relação ao PIB do que nesse ciclo de governo, os resultados fiscais foram piores e o patamar da dívida também foi maior", disse Ceron, ao comentar os anos em que Mansueto esteve à frente do Tesouro.
Na terça-feira, em evento do BTG Pactual, Mansueto fez duras críticas à gestão econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atribuiu a melhora em indicadores do país a fatores internacionais, prevendo “enorme problema” à frente se não for implementado um ajuste fiscal.
Mansueto disse que a dívida pública do país crescerá dez pontos percentuais no atual mandato de Lula, o que não seria sustentável, acrescentando que “não dá para repetir nos próximos quatro anos o que foi feito nesses quatro anos”.
Ceron argumentou nesta sexta-feira que o governo sempre reconheceu que precisa "continuar o processo de recuperação fiscal, que está acontecendo", mas que "o bom debate precisa ser feito em fatos".
Ao defender o governo Lula, Ceron apontou ainda outros dados macroeconômicos, como o desemprego em mínima histórica, a inflação historicamente baixa e a melhora de indicadores de pobreza.
(Por Isabel Versiani)