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Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO, 13 Fev (Reuters) - O Brasil vai superar pela primeira vez este ano a marca de 10 milhões de turistas estrangeiros visitando o país e pode atingir 12 milhões em 2027, estimou nesta sexta-feira o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.
Segundo ele, o número de visitantes de fora já começou 2026 a todo vapor após o recorde de 9,3 milhões em 2025. Os viajantes de outros países avançaram 37% no ano passado ante 2024.
“Temos um potencial de crescimento enorme, apesar de sermos um país continental, com voos longos e com um oceano para a Europa e um oceano para os Estados Unidos“, disse Freixo à Reuters.
"Vamos passar dos 10 milhões pela primeira vez em 2026... Acho que vamos a 10 milhões este ano e podemos chegar a 12 milhões em dois anos", adicionou ele.
Dados da Embratur, com base em passagens aéreas emitidas, apontam que durante o Carnaval o fluxo de estrangeiros visitando o país será 20% maior que o do ano passado.
O Carnaval é visto pelo governo como um chamariz para impulsionar o turismo internacional. Estima-se que mais de 160 países assistam o Carnaval do Rio de Janeiro, o mais conhecido do país.
A Embratur vai começar a apostar na promoção de outros grandes eventos e festas tradicionais da cultura brasileira, como o São João. A festa é muito tradicional no Norte e Nordeste do país, mas ainda não é muito conhecida dos turistas de outros países.
"Vamos promover o São João na Argentina para no meio do ano os argentinos conhecerem a nossa festa. Temos que pegar o que fazemos de melhor e botar na prateleira do turismo", disse Freixo.
Os argentinos continuam sendo o maior grupo de turistas, seguido dos chilenos e norte-americanos.
Ainda sobre o Carnaval deste ano, Freixo disse estar tranquilo sobre os questionamentos na Justiça em relação ao desfile da Acadêmicos de Niterói, que vai levar a história do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Sapucaí -- opositores alegam que o enredo pode ser considerado uma campanha eleitoral antecipada para Lula.
"Vejo isso com tranquilidade. Tratamos todos iguais, demos R$12 milhões para as escolas de forma igual, e não houve favorecimento", disse Freixo. "O enredo é responsabilidade de cada escola."