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Por Andrew Osborn e Dmitry Antonov
MOSCOU, 2 Mar (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone com os líderes de três países árabes do Golfo nesta segunda-feira, oferecendo-se para usar os laços de Moscou com o Irã para tentar ajudar a restaurar a calma no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel à República Islâmica, que ele condenou.
Em uma série de ligações com os líderes dos Emirados Árabes Unidos, Barein e Catar, Putin criticou os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, que o Kremlin descreveu como "agressão não provocada".
Anteriormente, o Kremlin disse que Moscou permanecia em contato constante com a liderança iraniana.
Moscou vê sua parceria estratégica com o Irã como fundamental para manter sua influência remanescente no Oriente Médio, onde sua influência sofreu um golpe quando seu aliado mútuo, o presidente sírio Bashar al-Assad, foi derrubado há 15 meses.
Embora a Rússia possa se beneficiar dos preços mais altos do petróleo e possa receber bem a mudança de foco de Washington para longe da Ucrânia, a guerra aérea promovida por EUA e Israel também vai contra o desejo de Moscou de uma ordem mundial multilateral na qual os Estados Unidos não sejam dominantes.
Os Estados árabes do Golfo, todos aliados próximos dos EUA, têm sido alvo de ataques com drones e mísseis iranianos desde que os Estados Unidos e Israel lançaram seus ataques aéreos no sábado.
De acordo com o comunicado do Kremlin sobre a ligação de Putin com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, o líder russo se ofereceu para agir como um canal de comunicação, transmitindo as reclamações dos Emirados Árabes Unidos sobre os ataques realizados por Teerã.
Durante a ligação, "ambos os lados enfatizaram a necessidade de um cessar-fogo imediato e um retorno ao processo político e diplomático", acrescentou o Kremlin.
Na ligação de Putin com o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani, o Kremlin disse que ambos os líderes falaram sobre sua preocupação com a ampliação do conflito e o risco de países terceiros se envolverem. E Putin disse ao rei do Barein, Hamad bin Isa Al Khalifa, que a Rússia está pronta para fazer tudo o que puder para estabilizar a situação na região.
No domingo, Putin condenou o assassinato do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, como um homicídio "cínico". O Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusou os EUA e Israel de mergulhar o Oriente Médio "em um abismo de escalada descontrolada".
Mas Moscou também está empenhada em não alienar o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, já que Washington está mediando as negociações de paz sobre a Ucrânia. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Moscou quer que essas negociações continuem.
"Temos nossos próprios interesses que devemos proteger, e é do nosso interesse continuar essas negociações (sobre a Ucrânia)", disse Peskov.
(Reportagem de Andrew Osborn e Dmitry Antonov)