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SÃO PAULO, 18 Fev (Reuters) - As chuvas nos últimos dias trouxeram alívio para as lavouras de soja do Rio Grande do Sul, que lidavam com um tempo seco e quente, com algum impacto no potencial produtivo, segundo avaliação da Rural Clima e dados meteorológicos da LSEG nesta quarta-feira.
Antes de as condições climáticas se agravarem, o Rio Grande do Sul teve a safra estimada pela estatal Conab em 21,4 milhões de toneladas, alta de 28,7% na comparação anual. Nesse cenário, o Estado seria o segundo produtor nacional, atrás apenas de Mato Grosso.
Na última sexta-feira, a empresa de assistência técnica vinculada ao governo gaúcho Emater afirmou que a produtividade média da soja seria reavaliada, com perdas consolidadas em algumas áreas que sofreram restrição hídrica.
"Os volumes (de chuva) não foram tão significativos em algumas áreas (do Rio Grande do Sul), em outras até choveu acima de 30 a 40 mm. Mas choveu, isso trouxe certo alívio para algumas áreas tanto da Argentina quanto do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que estavam muito secas, à espera das chuvas", disse o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, em boletim nesta quarta-feira.
Nos últimos sete dias, choveu mais de 40 mm no sudoeste gaúcho. No norte e sudeste do Estado, os volumes giraram em torno de 30 mm, segundo dados do terminal da LSEG.
Mas Santos disse que o potencial produtivo foi afetado. "Falava-se em 23 milhões de toneladas, hoje não dá pra falar mais em 23 milhões...", disse, citando previsões do mercado.
As chuvas voltam para o Sul do Brasil nos próximos dias, assim como na próxima semana, notou Santos. "As condições melhoram para o desenvolvimento das lavouras na Argentina, Rio Grande do Sul e Santa Catarina."
Enquanto o retorno da umidade favoreceu as lavouras sulistas, o tempo seco predominou nas regiões centrais, impulsionando o avanço da colheita após um período de invernada na semana passada que diminuiu o ritmo dos trabalhos em Mato Grosso, disse o agrometeorologista.
Essa condição de invernada pode se repetir na última semana de fevereiro, alertou Santos, impactando a colheita da soja e o plantio de milho.
(Por Roberto Samora)