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WASHINGTON, 19 Fev (Reuters) - O déficit comercial dos EUA aumentou acentuadamente em dezembro, em meio a uma alta das importações, e o déficit de bens acumulado em todo o ano de 2025 foi o maior já registrado, apesar das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre mercadorias fabricadas no exterior.
O déficit comercial total -- que inclui as transações de bens e serviços -- saltou 32,6% em dezembro sobre o mês anterior, para US$70,3 bilhões, informou nesta quinta-feira o Departamento de Comércio. Economistas consultados pela Reuters previam que o déficit comercial cairia para US$55,5 bilhões.
No ano de 2025, o déficit comercial diminuiu 0,2%, para US$901,5 bilhões. No período, o déficit no comércio de bens aumentou 2,1%, atingindo um recorde histórico de US$1,24 trilhão.
No ano passado, Trump lançou uma série de tarifas contra parceiros comerciais com o objetivo, entre outras coisas, de corrigir desequilíbrios comerciais e proteger as indústrias americanas. Mas as tarifas punitivas não resultaram em um renascimento da indústria, com o emprego nas fábricas diminuindo em 83.000 postos de trabalho de janeiro de 2025 a janeiro de 2026.
O relatório desta quarta-feira sofreu atraso devido à paralisação do governo no ano passado. As importações aumentaram 3,6%, para US$357,6 bilhões em dezembro. As importações de bens aumentaram 3,8%, para US$ 280,2 bilhões, impulsionadas por um aumento de US$7,0 bilhões em suprimentos e materiais industriais, principalmente ouro, cobre e petróleo bruto.
O déficit comercial maior do que o esperado pode levar os economistas a reduzir suas estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto para o quarto trimestre, cujo dado preliminar deve ser divulgado na sexta-feira.
(Por Lucia Mutikani)