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Por Michael Martina
WASHINGTON, 12 Fev (Reuters) - Apenas algumas semanas após uma dramática purga do general mais graduado da China, a CIA está se movimentando para capitalizar sobre qualquer discórdia resultante com um novo vídeo público direcionado a potenciais informantes entre os militares chineses.
A agência de espionagem dos EUA divulgou nesta quinta-feira um vídeo que mostra um oficial militar chinês de nível médio desiludido, na mais recente medida dos EUA em uma campanha para intensificar a coleta de informações de inteligência humana sobre o rival estratégico de Washington.
A iniciativa segue um esforço semelhante em maio passado, que se concentrou em figuras fictícias dentro do Partido Comunista da China e forneceu instruções detalhadas em chinês sobre como entrar em contato com segurança com a inteligência norte-americana.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, disse em comunicado que os vídeos da agência alcançaram muitos cidadãos chineses e que continuaria oferecendo aos funcionários do governo chinês uma “oportunidade de trabalhar juntos por um futuro melhor”.
No mês passado, o Ministério da Defesa da China anunciou que Zhang Youxia, segundo no comando sob Xi como vice-presidente da Comissão Militar Central (CMC), estava sob investigação, a destituição de mais alto nível de um líder militar chinês sênior em décadas.
O breve vídeo da CIA publicado em seu canal no YouTube parecia ter como objetivo explorar as repercussões políticas internas da repressão de anos de Pequim à corrupção militar, que atingiu os escalões superiores do Exército Popular de Libertação (PLA) além de Zhang.
“Qualquer pessoa com qualidades de liderança está sujeita a suspeitas e a ser eliminada impiedosamente”, diz o oficial fictício no vídeo em mandarim. “O poder deles é construído sobre inúmeras mentiras”, diz ele, referindo-se aos superiores.
A CIA disse estar confiante de que a campanha online está penetrando as restrições do “Grande Firewall” da China e alcançando o público-alvo.
“Nossos vídeos anteriores alcançaram milhões de pessoas e inspiraram novas fontes”, disse um integrante da CIA à Reuters sob condição de anonimato, sem fornecer detalhes.
A CIA tem investido pesadamente no enfrentamento com a China e tentado reconstruir sua rede de espionagem no país depois que Pequim prejudicou seu alcance ao matar ou prender inúmeras fontes norte-americanas entre 2010 e 2012, de acordo com relatos.
Autoridades norte-americanas afirmam que as agências de espionagem da China têm trabalhado incansavelmente para recrutar funcionários e ex-funcionários federais e, nos últimos anos, Pequim publicou relatos do que afirma serem redes de espionagem norte-americanas descobertas na China.
Os jogos de espionagem de alto risco fazem parte de uma rivalidade militar e tecnológica crescente que muitos observadores consideram uma nova forma de guerra fria.