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Por Markus Wacket
BERLIM, 27 Fev (Reuters) - A Alemanha dará às autoridades policiais mais poderes para combater ataques cibernéticos, permitindo que as forças de segurança intervenham e desliguem sistemas de TI e apaguem dados, inclusive em servidores estrangeiros, segundo um projeto de lei visto pela Reuters nesta sexta-feira.
Abalada pela invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 2022, a Alemanha também está reforçando suas Forças Armadas e quer dar às suas agências de espionagem poderes mais amplos para lidar com ameaças híbridas, medidas delicadas em um país cauteloso com seu passado nazista.
O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, anunciou anteriormente que a Alemanha deve estar mais bem equipada para se defender contra ataques digitais do exterior, que os serviços de segurança alemães suspeitam que muitas vezes vêm da Rússia. Moscou nega ter lançado ataques híbridos contra a Europa.
“Assim como a aplicação da lei, a prevenção de ameaças não se limita às fronteiras nacionais quando se trata de combater ataques cibernéticos”, afirma o projeto de lei.
Embora não seja permitido lançar contra-ataques digitais em grande escala, a lei permitiria às autoridades redirecionar o tráfego de dados, desligar sistemas de TI e, em casos graves, excluir ou alterar dados, inclusive em servidores estrangeiros.
As intervenções em sistemas privados geralmente exigem uma ordem judicial, que pode ser obtida até três dias após o fato em casos de perigo iminente. Centenas de novos funcionários serão contratados.
O Escritório Federal de Segurança da Informação, ou BSI, será autorizado a conduzir “caça às ameaças”, permitindo-lhe detectar e combater os preparativos para um ataque cibernético em um estágio inicial, em vez de após o dano ter sido causado.
Os provedores de serviços digitais e provedores de serviços de internet serão obrigados a cooperar, e as violações estarão sujeitas a multas de até 20 milhões de euros, segundo o projeto de lei.