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Por Gabriel Araujo
SÃO PAULO, 20 Fev (Reuters) - A companhia aérea Azul anunciou nesta sexta-feira a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos iniciado em meados do ano passado, depois que a companhia levantou bilhões de reais em capital junto a credores e investidores e conseguiu reduzir seu endividamento.
A empresa afirmou que saiu do processo com um balanço patrimonial "significativamente fortalecido", após reduzir sua dívida de empréstimos e financiamentos em aproximadamente US$1,1 bilhão a despesa anual com juros em mais de 50% durante o processo de recuperação. Com isso, a Azul afirmou que terá uma alavancagem financeira líquida de menos de 2,5 vezes na saída do processo.
As ações da companhia chegaram a subir mais de 50% perto do final do pregão nesta sexta-feira. Os papéis encerraram o dia em alta de 60%, cotados a R$230,28 o lote de 1 milhão de papeis.
Antes de fazer o pedido de recuperação, a Azul tinha uma dívida bruta de cerca de R$35 bilhões e alavancagem de 5,2 vezes.
Como parte dos acordos para levantar recursos, a Azul recebeu investimento de R$550 milhões da parceria estratégica United Airlines e assinou com a American Airlines compromisso de investimento adicional de mesmo valor, que ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A empresa também captou mais de R$7,5 bilhões em novos títulos de dívida para saída do processo de recuperação.
A frota da companhia ao final do processo é de aproximadamente 170 aeronaves ante 184 aviões operacionais no fim do primeiro trimestre, pouco antes de a empresa fazer o pedido de recuperação nos EUA. A empresa agora opera em 130 cidades do país, ante uma malha anterior que incluía cerca de 160 destinos.
Fundada em 2008 pelo magnata da aviação David Neeleman, que também ajudou a criar a norte-americana JetBlue, a Azul domina o setor aéreo brasileiro juntamente com Gol e Latam, detendo uma participação de mercado doméstico de cerca de 30%, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Antes de fazer o pedido de reestruturação financeira nos EUA, a Azul chegou a discutir com a controladora da Gol, Abra, uma combinação de negócios, processo que foi suspendido alguns meses atrás em meio ao foco da Azul no seu plano de recuperação. A própria Gol deixou um processo de recuperação judicial também nos EUA em meados do ano passado.
Durante o período de recuperação judicial a Azul deixou de operar em alguns destinos, principalmente regionais que considerava menos rentáveis.
(Por Gabriel Araujo, texto de Alberto Alerigi Jr.)