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NOVA YORK, 5 Fev (Reuters) - As empresas brasileiras do mercado de açúcar protegeram via hedge na bolsa de Nova York cerca de 38% de suas exportações previstas para a safra 2026/27, que começa em abril, ante 72% nesta mesma época em 2025, informou a consultoria Archer Consulting nesta quinta-feira.
As usinas de açúcar do maior produtor e exportador mundial têm demorado a proteger sua produção devido aos baixos preços dos futuros de açúcar, que fecharam na quinta-feira a 14,27 centavos de dólar por libra-peso, oscilando em torno da mínima de cinco anos.
"Houve uma desaceleração na fixação de preços pelas usinas este ano, provavelmente porque elas estão esperando para ver se haverá preços melhores", disse Arnaldo Luiz Correa, diretor e sócio da consultoria, em nota aos clientes.
A Archer disse que as usinas brasileiras têm um preço médio de hedge de 16,72 centavos de dólar por libra-peso atualmente.
Sua estimativa está acima de outra projeção divulgada esta semana pela prestadora de serviços de cadeia de suprimentos Czarnikow, que tinha essa cobertura em pouco mais de 20%.
As informações sobre o nível de hedge das usinas brasileiras são importantes para o mercado de açúcar, pois dão uma ideia aos investidores sobre quanto ainda precisa ser vendido no mercado futuro nos próximos meses.
(Reportagem de Marcelo Teixeira)