Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Cras vitae gravida odio.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Cras vitae gravida odio.
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Cras vitae gravida odio.

Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 4 Fev (Reuters) - As taxas dos DIs com vencimentos a partir de janeiro de 2028 avançaram nesta quarta-feira, com investidores realizando parte dos lucros recentes e reagindo ainda à possibilidade de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, ocupar uma diretoria no Banco Central.
Em uma sessão de forte queda do Ibovespa, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,705% no fim da tarde, com avanço de 5 pontos-base ante o ajuste de 12,653% da véspera. A taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,435%, com elevação de 8 pontos-base ante o ajuste de 13,358%.
Após as baixas recentes da curva a termo, a quarta-feira foi marcada pela elevação dos prêmios nos contratos a partir de janeiro de 2028, com parte dos investidores “comprando taxa” para realizar lucros. Este movimento esteve em sintonia com a queda de mais de 2% do Ibovespa, também penalizado pela realização de lucros.
Operador ouvido pela Reuters pontuou que a possibilidade de Mello ocupar a Diretoria de Política Econômica do BC foi um fator que contaminou os negócios por mais uma sessão, dando suporte à curva.
Economista heterodoxo com graduação e mestrado pela PUC-SP e doutorado pela Unicamp, Mello desagradou em um primeiro momento o mercado, que teme uma guinada “dovish” (suave na política monetária) no BC.
No fim da tarde de terça-feira, com a sessão regular dos DIs já encerrada, reportagem da Reuters informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encaminha para confirmar Mello.
A indicação do economista Tiago Cavalcanti, professor da Fundação Getulio Vargas e da Universidade de Cambridge (Reino Unido), também seria confirmada, neste caso para a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução.
Neste cenário, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcou a máxima de 13,475% às 10h39, em alta de 12 pontos-base ante o ajuste da véspera.
O avanço das taxas no Brasil ocorreu em meio a um cenário de maior acomodação para os Treasuries, com os agentes no exterior ainda avaliando os impactos da indicação de Kevin Warsh para o comando do Federal Reserve.
Às 16h33, o rendimento do Treasury de dois anos -- que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha queda de 1 ponto-base, a 3,557%. Já o retorno do título de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- mostrava estabilidade, aos 4,276%.