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Por Jan Strupczewski
BRUXELAS, 6 Fev (Reuters) - Os ministros das Finanças da zona do euro discutirão em 16 de fevereiro como impulsionar o papel global da moeda única e fortalecer a segurança econômica da Europa por meio da emissão de stablecoins denominadas em euros, além de mais dívida conjunta da UE, mostra um documento preparado para as autoridades.
O documento, visto pela Reuters, foi preparado pela Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia. Ele surge em um momento em que a economia global é afetada por tensões comerciais, dúvidas sobre o dólar como moeda de refúgio e rápida inovação em tecnologias de pagamento.
"Diante do risco de crescente instrumentalização do sistema monetário e financeiro internacional, a UE precisa agir para fortalecer sua segurança econômica e financeira e sua capacidade de promover seus próprios interesses", diz o documento.
MOEDA DE RESERVA
O euro, atualmente utilizado por 21 dos 27 países membros da UE, é a segunda maior moeda de reserva mundial, depois do dólar, representando cerca de 20% das reservas cambiais globais, em comparação com os 60% da moeda norte-americana.
No documento destinado aos ministros, a Comissão argumenta que uma posição mais forte para o euro ajudaria a estabilidade financeira global e as relações comerciais e financeiras da UE. Além disso, reforçaria a capacidade da UE de defender seus valores e ajudaria a implementar de forma eficaz sua política de sanções.
Isso também protegeria sua economia da pressão externa e reduziria os custos de financiamento e a exposição aos riscos cambiais para as empresas.
A Comissão afirmou que os governos da UE devem analisar a possibilidade de emitir ativos digitais denominados em euros, como stablecoins, depósitos tokenizados e moedas digitais de bancos centrais (CBDCs, na sigla em inglês), além de abordar os riscos relacionados às stablecoins lastreadas em moeda estrangeira.
Os instrumentos denominados em euros representam menos de 1% do mercado de stablecoins, que está em rápido crescimento e é completamente dominado por ativos denominados em dólares.
Isso cria o risco de que o capital da Europa flua para os Estados Unidos, alimentando a demanda por ativos norte-americanos em detrimento dos europeus, disseram autoridades da UE.
O documento afirma que os governos da UE também devem procurar aprofundar o mercado de dívida denominado em euros através de "emissões da UE para financiar conjuntamente projetos comuns com um claro valor agregado da UE", incentivando ainda empresas e governos fora da zona do euro a emitir dívida em euros.
Os mercados estão ansiosos por ver mais emissões de dívida conjunta da UE, um ativo com classificação AAA, mas a Alemanha e alguns outros países do norte da Europa mostram-se relutantes ou contrários.
Atualmente, existe em circulação cerca de 1 trilhão de euros em dívida conjunta da UE, emitida por várias instituições da região, em comparação com cerca de US$27 trilhões em dívida dos EUA. Isso torna a dívida da UE muito menos líquida e menos atrativa para grandes investidores.
O documento preparado para os ministros também afirmava que o euro desempenharia um papel global mais importante se o Banco Central Europeu (BCE) oferecesse mais acordos bilaterais de liquidez a países terceiros.
O BCE já está trabalhando nisso, disseram três fontes à Reuters na quinta-feira.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, também afirmou que o banco central apresentará aos líderes da UE, reunidos em 12 de fevereiro, uma lista semelhante de "reformas significativas" necessárias para impulsionar o crescimento e a competitividade "e para realmente libertar o talento da Europa".
OBSTÁCULOS AO COMÉRCIO E AO INVESTIMENTO
A ajuda europeia ao desenvolvimento e os empréstimos a países terceiros também devem ser todos em euros, e as empresas europeias devem procurar faturar o comércio de petróleo, gás, matérias-primas, defesa e equipamentos de transporte também em euros, afirmou o documento.
A Europa também deveria criar seu próprio sistema de pagamentos para se tornar independente da Visa e da Mastercard, que agora dominam completamente os pagamentos eletrônicos nos 27 países da UE.
Para fortalecer sua economia e tornar a Europa um local mais atrativo para investimentos, os governos devem eliminar os obstáculos ao comércio de bens e serviços entre os países da UE e criar um regime jurídico, fiscal e laboral único, que seja o mesmo para todas as empresas que desejem operar em todo o bloco.
O documento afirma que os governos também devem agir rapidamente para permitir o livre fluxo de capital na UE, harmonizando as regras de investimento, comércio, tributação e supervisão.
Isso ajudaria a incentivar que cerca de 10 trilhões de euros em poupanças atualmente paradas em contas de depósito individuais sejam investidos de forma mais produtiva, principalmente para financiar o desenvolvimento de empresas.
Por fim, o documento afirmou que os ministros das Finanças deveriam considerar transformar o fundo de resgate de 500 bilhões de euros da zona do euro, o Mecanismo Europeu de Estabilidade, em uma instituição da UE, em vez de uma empresa pertencente aos governos da zona do euro. A ideia é que ele gerencie toda a emissão de dívida da UE, à semelhança de uma agência de dívida do bloco.
(Edição por Catherine Evans)