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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 9 Jan (Reuters) - As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em alta, com o mercado precificando chances ainda menores de corte da taxa básica Selic no fim de janeiro, após a inflação acumulada de 2025 ficar dentro do intervalo da meta, mas seguir pressionada pelos preços de serviços.
No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,065%, em alta de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,011% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,535%, com elevação de 2 pontos-base ante 13,523%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em dezembro, após elevação de 0,18% em novembro, encerrando 2025 com alta acumulada de 4,26%. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam elevações de 0,35% no mês e de 4,30% no ano.
A inflação acumulada de 2025 ainda está acima do centro da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central, de 3%, mas está dentro do intervalo de tolerância, que vai até 4,50%. Em novembro a inflação oficial já havia ficado dentro do intervalo de tolerância, ao atingir 4,46% em 12 meses.
Embora a inflação de dezembro e do acumulado de 2025 tenham ficado abaixo das projeções dos economistas, a abertura dos dados ainda mostrou um cenário de pressão de preços.
Conforme cálculos do banco Bmg, a inflação de serviços acelerou de 0,60% em novembro para 0,70% em dezembro, enquanto o índice de bens industriais passou de deflação de 0,28% para inflação de 0,48% no período.
Dentro de serviços, os subjacentes -- que excluem itens muito voláteis -- aceleraram de 0,30% para 0,55% em dezembro e os intensivos em mão de obra foram de 0,60% para 0,77%, de acordo com o Bmg. A média dos núcleos de inflação do Banco Central passou de 0,24% em novembro para 0,48% em dezembro, segundo o Bmg.
O economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano, pontuou que a aceleração das métricas do IPCA já era esperada no mês de dezembro. "Mas ainda assim serviços seguem incomodando", acrescentou, chamando a atenção para a aceleração de serviços subjacentes e intensivos em mão de obra.
Em reação a esse cenário ainda não tão favorável a cortes da Selic, as taxas dos DIs subiram, em especial entre os vencimentos mais curtos. Às 9h24, sob influência do IPCA, a taxa do DI para janeiro de 2027 marcou a máxima de 13,780% (+6 pontos-base) ante o ajuste da véspera.
À tarde, a curva precificava cerca de 25% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em janeiro, contra 30% vistos na véspera. Atualmente a Selic está em 15% ao ano.
Em relatório enviado a clientes, o diretor de Pesquisa Macroeconômica para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, destacou a dinâmica inflacionária “ainda desafiadora” no Brasil, as expectativas de inflação de curto e médio prazo ainda desancoradas e o mercado de trabalho aquecido, entre outros fatores, para justificar uma política monetária conservadora no curto prazo.
“No entanto, a política monetária restritiva está operando como esperado... e criando gradualmente as condições para o início de um ciclo moderado de normalização dos juros, provavelmente na reunião de março", escreveu.
Ainda durante a manhã, a curva brasileira também foi impactada pelos dados do relatório de emprego payroll, dos Estados Unidos.
O Departamento do Trabalho informou que foram gerados 50.000 postos de trabalho em dezembro nos Estados Unidos, abaixo dos 60.000 projetados em pesquisa da Reuters com economistas. Por outro lado, a taxa de desemprego nos EUA ficou em 4,4%, ante projeção de 4,5%.
Em uma primeira reação aos números, os rendimentos dos Treasuries de dez anos -- referência global de investimentos -- perderam força, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas, incluindo o real. Naquele momento, os investidores se apegaram ao fato de que foram gerados menos postos de trabalho que o projetado.
Este primeiro movimento segurou um pouco as taxas futuras no Brasil, em especial entre os contratos de longo prazo, mas depois elas retomaram parte do fôlego.
Nesta tarde, com a leitura do payroll mais consolidada, os rendimentos dos Treasuries de curto prazo subiam, em meio à avaliação de que o Fed não cortará juros em janeiro e caminha para não cortar também em março. Já os rendimentos dos títulos de dez anos cediam.
Às 16h39, o rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha alta de 5 pontos-base, a 3,534%. Já o retorno do título de dez anos caía 1 ponto-base, a 4,171%.