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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos DIs de curto prazo fecharam a sexta-feira com leves altas, enquanto as de longo prazo tiveram ligeiras quedas, em dia de novos dados de desemprego e da área fiscal no Brasil.
No exterior, a sessão dos Treasuries foi reduzida em função da sexta-feira -- espremida entre o feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA e o fim de semana --, o que diminuiu a liquidez no Brasil durante a tarde.
A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,81% no fim da tarde, em alta de 4 pontos-base ante o ajuste de 12,773% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa para janeiro de 2035 marcava 13,185%, em queda de 3 pontos-base ante 13,213%.
Antes da abertura do mercado, o BC informou que a dívida bruta brasileira subiu de 78,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro para 78,6% em outubro. No mês passado, o setor público consolidado teve superávit primário de R$32,392 bilhões, mas o valor ficou abaixo do saldo positivo de R$33,5 bilhões projetado por economistas em pesquisa da Reuters.
O crescimento da relação dívida/PIB tem sido uma das fontes de preocupação do mercado, em meio às dificuldades do governo para equilibrar as contas públicas. As estatísticas fiscais do BC mostraram que de janeiro a outubro o setor público acumulou um déficit primário de R$46,852 bilhões.
Na abertura da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o país atingiu uma taxa de desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em outubro, ante projeção de 5,5% dos economistas.
A robustez do mercado de trabalho vem sendo apontada pelos agentes como um dos empecilhos para que o Banco Central inicie o processo de cortes da Selic, hoje em 15% ao ano.
Ao analisar os dados do IBGE, o economista Antonio Ricciardi, do banco Daycoval, lembrou que no fim de cada ano há mais contratações de trabalhadores temporários, o que influencia a queda da taxa de desemprego. No entanto, o indicador demonstra estabilidade ao ser ajustado sazonalmente.
“Embora a taxa de desemprego tenha atingido a mínima histórica, em 5,4%, quando a gente pega a taxa com ajuste sazonal ela está estável pelo terceiro mês seguido, em 5,7%”, afirmou Ricciardi.
Com os dados fiscais do BC e de emprego do IBGE nas telas, a curva a termo sustentou leves altas pela manhã, antes de desacelerar.
Durante a tarde, com a liquidez menor no mercado, as taxas curtas ainda sustentaram alguns ganhos, enquanto as longas cediam. Operador ouvido pela Reuters pontuou que parte dos investidores aproveitou para realizar lucros recentes, vendendo contratos de DI mais curtos, já que houve certo exagero na precificação da taxa básica Selic, hoje em 15% ao ano.
Segundo ele, a curva chegou a precificar uma Selic terminal -- ou seja, após o fim do ciclo de cortes que se aproxima -- abaixo dos 12%, o que abriu espaço para realização nesta sexta-feira.
No fim da tarde o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 2 pontos-base, a 4,017%.