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A fabricante de aeronaves Airbus, que se viu obrigada a trocar urgentemente um programa de controle de navegação em seus modelos A320, interveio rapidamente em milhares de aviões na sexta-feira e neste sábado (29), embora uma centena de aviões terá que permanecer em solo por mais tempo.
Nenhum porta-voz da empresa foi encontrado neste sábado para fornecer números, mas o ministro francês dos Transportes, Philippe Tabarot, se mostrou tranquilizador em declarações ao canal de notícias BFMTV.
A falha no programa, revelada na sexta-feira, gerou temores de graves perturbações no tráfego aéreo mundial, pois o A320 é o avião mais vendido do mundo. O modelo entrou em operação em 1988 e, até o final de setembro, tinham sido entregues 12.257 unidades.
A fabricante instou "deter imediatamente os voos" de 6.000 de seus aviões A320 para substituir o programa. Mas o ministro Tabarot informou, neste sábado, que a Airbus conseguiu corrigir a falha "em mais de 5.000 aviões" nas últimas horas.
A medida foi tomada após um incidente no fim de outubro com uma aeronave nos Estados Unidos que "revelou que radiações solares intensas podiam corromper os dados essenciais para o funcionamento dos comandos de voo", explicou a gigante europeia a seus clientes em um comunicado.
Em 30 de outubro, concretamente, um Airbus A320 da empresa JetBlue sofreu um problema de controle no voo devido a uma falha de informática durante a fase de cruzeiro entre Cancún (México) e Newark (Estados Unidos).
O avião desceu repentinamente sem a intervenção dos pilotos e precisou aterrissar em Tampa, na Flórida. O incidente deixou vários passageiros feridos, segundo os bombeiros locais.
Nem toda a frota poderá voltar a voar imediatamente. "Segundo a última informação de que disponho, mas a Airbus poderá e deverá informar a respeito, parece que haverá muito menos A320 afetados de forma mais duradoura pela troca do software", declarou o ministro francês.
O sistema em questão é o ELAC (Elevator and Aileron Computer), um computador de controle dos elevadores e dos ailerons do avião.
"Tinha sido mencionada a possibilidade de que afetasse mil aviões. Agora parece que se trata apenas de uma centena", acrescentou o ministro no aeroporto de Nice.
- "Atrasos isolados" -
O anúncio da Airbus provocou atrasos e cancelamentos de voos em todo o mundo, das Filipinas à Colômbia.
A empresa colombiana Avianca informou sobre perturbações "significativas" em seus voos, pois a atualização do programa afeta mais de 70% de sua frota, e suspendeu a venda de passagens até 8 de dezembro.
A American Airlines disse prever "alguns atrasos" relacionados a estes ajustes, mas estima que a atualização do programa em seus cerca de 340 aviões deveria estar pronta neste sábado.
A Air France informou à AFP que ao longo deste sábado seria capaz de "transportar a totalidade de seus clientes, exceto dos voos da rede regional Caribe". Na véspera, a companhia aérea francesa anunciou o cancelamento de 35 voos.
"A maioria das atualizações do programa pôde ser realizada à noite e na manhã de sábado. As companhias aéreas do grupo Lufthansa não preveem cancelar nenhum voo devido a esta situação, embora não possam ser descartados atrasos isolados durante o fim de semana", explicou a companhia aérea alemã.
A empresa easyJet informou que não cancelou nenhum voo, ao ter concluído a intervenção em todos os seus A320.
Consultada pela AFP, a JetBlue explicou, por sua vez, que já tinha começado a fazer as atualizações necessárias em "alguns A320" e também no modelo A321.
Quanto à Delta Air Lines, a companhia esperava realizar as atualizações necessárias durante a manhã deste sábado em parte de seus A320 e A321neo.
No México, as companhias aéreas de baixo custo Volaris e Viva Aerobús informaram, na sexta-feira, que suas operações sofreram atrasos e por isso tomarão medidas para mitigar as perturbações aos passageiros.
As empresas não revelaram detalhes de quantos voos serão afetados ou sobre o número de aeronaves que terão que realizar atualizações.
O A320 faz parte de uma família de aeronaves que também abrange os modelos A318, A319 e A321.
Segundo a consultoria do setor Cirium, atualmente operam em todo o mundo cerca de 9.400 aeronaves deste tipo.
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